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Quanto o absenteísmo custa a uma empresa sem plano?

O custo do absenteísmo em uma empresa sem plano de saúde vai muito além do dia parado: soma o salário do dia não trabalhado com encargos, a queda de produtividade da equipe, horas extras de reposição e afastamentos que se prolongam. Pela Lei 8.213/91, os primeiros 15 dias de afastamento por doença são pagos pela própria empresa — só a partir do 16º dia o INSS assume o benefício. Não existe valor único: depende do porte, do setor e do custo-hora, mas quanto mais tarde o colaborador acessa cuidado médico, maior tende a ser a conta.

O que realmente entra na conta do absenteísmo

Quando um colaborador falta, o prejuízo raramente é só o dia perdido. O absenteísmo tem um custo direto — o que sai do caixa — e um custo indireto — o que deixa de ser produzido. Somados, costumam ser bem maiores do que o gestor imagina ao olhar apenas para a folha de ponto.

Os principais componentes são:

• Salário e encargos do dia não trabalhado; • Horas extras para cobrir a ausência; • Reposição temporária ou contratação de emergência; • Queda de produtividade e retrabalho da equipe que absorve a demanda; • Atrasos em entregas e impacto no atendimento ao cliente; • Afastamentos que se prolongam por falta de diagnóstico rápido.

Os 15 primeiros dias saem do caixa da empresa

Muitos gestores acham que, ao adoecer, o funcionário passa direto para o INSS. Não é assim. Pela Lei 8.213/91, os primeiros 15 dias de afastamento por doença são pagos pela própria empresa; só a partir do 16º dia o INSS assume o benefício por incapacidade temporária.

Na prática, doenças que poderiam ser tratadas cedo — mas evoluem por falta de acesso rápido a um médico — tendem a gerar afastamentos mais longos, e cada um deles carrega no mínimo esses 15 dias no bolso do empregador.

Exemplo ilustrativo: quanto uma falta pesa no mês

Os números abaixo são um exemplo ilustrativo para uma equipe de 20 pessoas com salário médio de R$ 3.000. Servem só para dimensionar a ordem de grandeza — variam por perfil, setor, operadora e região, e não representam preço nem promessa.

Exemplo ilustrativo — custo mensal de faltas em uma equipe de 20 pessoas (varia por perfil, setor e região)
Componente do custoComo estimarExemplo ilustrativo (mês)
Dia parado + encargosCusto-dia com encargos x nº de faltasR$ 4.000 a R$ 9.200
Horas extras de reposiçãoAdicional para cobrir a ausênciaR$ 800 a R$ 2.000
Queda de produtividadeAtrasos, retrabalho e sobrecarga da equipeDifícil medir, sempre presente
Afastamento prolongado1º ao 15º dia pagos pela empresa (Lei 8.213/91)1 caso pode passar de R$ 1.500

Presenteísmo: o custo invisível de trabalhar doente

Nem todo custo aparece no atestado. O presenteísmo — quando a pessoa vai trabalhar doente, mas rende pouco — costuma pesar mais que a falta, porque é contínuo e difícil de enxergar na planilha.

Sem acesso a consulta e exame, o colaborador empurra o problema com a barriga: a produtividade cai, o erro aumenta e o risco de um afastamento maior lá na frente cresce. É um vazamento silencioso que o ponto eletrônico não registra.

Por que a ausência de plano eleva o absenteísmo

Sem plano de saúde, o colaborador depende exclusivamente do SUS, onde a espera por consultas e exames especializados pode adiar o diagnóstico. Doenças tratáveis no início evoluem, e o que seria uma consulta vira um afastamento.

A ANS registra que a maior parte dos beneficiários de planos no Brasil está justamente em contratos coletivos empresariais, e o IBGE (PNAD Contínua) acompanha os afastamentos do trabalho por motivo de saúde — indicadores que ajudam o gestor a dimensionar o problema. Levantamentos de saúde suplementar (IESS) associam acesso mais ágil ao cuidado a menos afastamentos, embora o efeito varie de empresa para empresa (estimativa).

Como uma corretora ajuda a comparar operadoras e conter o custo

A American Saúde é uma corretora: em vez de vender um plano próprio, compara as condições de operadoras como Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica, Notre Dame Intermédica e Omint para o perfil da sua empresa.

O objetivo é encontrar a combinação de rede, cobertura e mensalidade que faça sentido para o seu orçamento — lembrando que coberturas e regras seguem a Lei 9.656/98 e as RNs da ANS, e que valores variam por perfil, número de vidas e região. Comparar antes de contratar evita pagar por rede que a equipe não usa e ajuda a transformar o gasto com saúde em menos dias parados.

Perguntas frequentes

Absenteísmo tem um valor fixo por funcionário?
Não. O custo depende do salário e encargos, do setor, do custo-hora e da frequência das faltas. Os números de mercado servem de referência, mas cada empresa precisa calcular com a própria folha.
É a empresa que paga o afastamento por doença?
Nos primeiros 15 dias de afastamento por doença, sim — a conta é do empregador. A partir do 16º dia o INSS assume o benefício, conforme a Lei 8.213/91.
Ter plano de saúde elimina o absenteísmo?
Não elimina. Mas o acesso mais rápido a consulta, exame e tratamento tende a encurtar afastamentos e reduzir o presenteísmo. O efeito varia de empresa para empresa (estimativa).
Oferecer plano de saúde é obrigatório por lei?
Não há obrigação geral na CLT de fornecer plano de saúde. A oferta pode se tornar obrigatória quando prevista em convenção ou acordo coletivo da categoria.

Fontes: ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, IBGE – PNAD Contínua (afastamentos do trabalho por motivo de saúde), Lei 8.213/91 (afastamento por doença e benefício por incapacidade temporária), Lei 9.656/98 (planos de saúde).